25 de maio de 2017

[Série Indicação] 13 reasons why


Oi pessoal!

No post desse mês, escolhi falar sobre uma série que tem gerado bastante repercussão nas últimas semanas: “13 reasons why”, ou, em bom português, “ Os 13 porquês”. Trata-se de mais uma série produzida pelo Netflix; a primeira temporada, com 13 episódios, foi lançada na plataforma no fim de março. O seriado é baseado no livro homônimo de Jay Asher, lançado em 2007, e retrata os últimos dias de vida da adolescente Hannah Baker, antes de seu suicídio.

A história é contada por Hannah, que, antes de tirar a própria vida, gravou 13 fitas cassete (na realidade, sete fitas, com lados A e B) explicando os motivos que a levaram a tomar tal decisão. Ela, então, faz arranjos para que, depois de sua morte, as fitas cheguem a cada uma das pessoas envolvidas, já que cada fita tem um “protagonista”. A série acompanha a jornada de Clay Jensen, um dos destinatários das fitas, ao ouvir a narrativa de Hannah. Clay não consegue entender porque Hannah o colocaria como um dos responsáveis pelo trágico acontecimento (e, assim, o espectador também não); ao longo dos episódios, a situação de Clay é desvendada, bem como a de seus colegas.


 “13 reasons why” se passa no já batido cenário de high school nos Estados Unidos, que já foi utilizado à exaustão por diversas outras produções, incluindo filmes norte-americanos de besteirol e séries de temática extremamente juvenil. Por essa razão, a reação imediata é de dúvida: “Será que vale a pena?”. Felizmente, vale. Já nos primeiros momentos, é possível perceber que a produção vai além da aparência de “Sessão da Tarde” e mostra ser um drama psicológico de respeito, com tramas complexas, desenvolvimento de personagens, enredo redondo e, mais do que isso, traz à tona um tema espinhoso e que dificilmente é abordado na indústria do entretenimento: o suicídio adolescente.

Embora alguns críticos tenham visto em “13 reasons why” algum traço de incentivo a essa ação, para mim a série passa longe disso; o suicídio, em momento algum, é romantizado; ao contrário, o desespero de Hannah é tratado de uma maneira bastante crua, o que inclui episódios de bullying que são, muitas vezes, desconfortáveis de assistir. O objetivo é gerar uma discussão sobre o tema, para que o espectador reflita sobre a saúde mental de adolescentes inseridos em um ambiente tão pouco acolhedor quanto o high school (equivalente ao ensino médio no Brasil).

Outro ponto de destaque na série é o elenco; entre protagonistas e elenco de apoio, os jovens atores são altamente talentosos, com atuações acima da média, especialmente considerando a dificuldade em fugir do clichê de atletas, cheerleaders e nerds, tão presente em produções similares. Katherine Langford (Hannah), Dylan Minnette (Clay), Alisha Boe (Jessica Davis) e Michele Selene Ang (Courtney Crimsen), entre outros, merecem atenção.

Apesar de a temporada lançada não precisar de uma continuação, já que a história principal tem, de fato, um final (que todos já conhecem desde o primeiro minuto do primeiro capítulo), há ganchos não resolvidos. O Netflix não perdeu tempo e já confirmou a segunda temporada, que deverá ser lançada em 2018.


E aí? Já assistiu “13 reasons why”? O que achou? Conta pra gente nos comentários. Até a próxima! =)








24 de maio de 2017

[Resenha] Imperfeito


IMPERFEITO
Um Conto de Ano Novo
Autor: Robson Gabriel
Editora: Kindle Direct Publishing
Ano: 2015
Páginas: 215

Livro cedido em parceria com o autor


Sinopse: Daniel, um garoto de dezoito anos, está prestes a entrar na faculdade. Mas entre todas as mudanças pelas quais sua vida inevitavelmente passaria, a última coisa que ele esperava era lidar com sua recém descoberta homossexualidade. Ele sempre soube que era diferente dos outros garotos, mas é apenas na noite da festa de despedida do ensino médio e da sua antiga vida que Daniel aceita a verdade sobre si. Agora, o jovem deverá conviver com a verdade a respeito de sua identidade.
Com as aulas da faculdade se aproximando, mal sabe ele que em breve estará dividido entre dois caminhos. Um lhe garantirá a possibilidade de ser feliz, o outro irá forçá-lo a manter uma parte de sua vida oculta de todos ao seu redor.
A vida de Daniel mudou. Mas ele ainda tem que aprender a lidar com muitas coisas...
Imperfeito é um livro que aborda as descobertas e a busca por aceitação que a maioria dos meninos homossexuais já passaram, passam ou irão passar.
“Emocionante e envolvente! Não consegui parar de ler antes de chegar ao final.
Sem dúvidas, um livro cheio de verdades e que merece ser lido por todos!” – Icaro Trindade, autor de Garoto à Venda.




Olá, queridos leitores!

Hoje vou contar para vocês um pouco do que senti lendo "Imperfeito", livro de autoria de Robson Gabriel, parceiro do nosso blog.

O livro nos conta a história de Daniel, um jovem prestes a entrar para a faculdade, o que significaria uma grande mudança em sua vida.

Mas o que ele não imaginava era que este momento de sua vida lhe reservava algumas outras surpresas.

Daniel começa a notar que sente algo diferente quando olha para alguns homens, sobretudo para um amigo que sempre lhe acompanha. Aquela nova sensação vai estar sempre presente, em diversos momentos do livro.

Ele tem alguns amigos, com quem sempre se encontra, são Andy, Bia e Aline. Certo dia, em uma festa organizada pelos quatro amigos, decidem brincar de uma espécie de "jogo da verdade" e o clima esquenta entre Andy e Daniel.

Após um beijo entre os dois, Daniel se sente completamente perdido em ter essas emoções e sensações por um homem, a ponto de não conseguir ignorar o ocorrido por um bom tempo.

Em uma das vezes em que sai perdido pela rua, encontra Bernardo, um jovem que mexe com seus sentimentos e parece ler seus pensamentos.

Ao entrar na faculdade, é vítima de um "trote" em que beijos novamente voltam a acontecer e, se já estava perdido antes, depois disso é que não sabe mesmo para onde ir.

Ingrid, que estuda na mesma faculdade, fica interessada em Daniel e eles começam um romance. Ele percebe que não há futuro, pois não consegue sentir atração por ela. Porém, com receio de assumir a sua orientação sexual, por medo dos julgamentos e, claro, de machucar os sentimentos de Ingrid, insiste nessa relação com uma máscara que usa até para si mesmo.


"E depois eu não conseguia mais pregar os olhos, já que o medo era, muitas vezes, muito maior do que o sono."


E adivinhe quem volta à cena? Bernardo! E ele é quem vai conseguir entrar na cabeça de Daniel e tentar fazê-lo enxergar que, apesar de ser difícil, é bem melhor e menos sofrido ser ele mesmo e parar de fingir para o mundo que é heterossexual.

Descoberta de si mesmo, bullying, covardia, homofobia e muitas outras polêmicas estão presentes nesse drama que, em alguns momentos, me tirou o fôlego.

"Eu tenho que manter a pose de machão e deixar claro que só fiz aquilo pelo dinheiro. Funcionou até agora."


Uma cena chocante do livro é quando Daniel assiste (e narra para o leitor) a agressão a um homossexual, simplesmente pela sua orientação sexual e, apesar de eu já ter lido vários relatos semelhantes (e infelizmente reais), senti o meu coração apertado por saber que pessoas fazem tanto mal às outras sem qualquer motivo, provocação ou justificativa. 

O livro é um romance LGBT que ensina muito ao leitor sobre as reações das pessoas e o que alguém passa ao assumir a sua homossexualidade em todas as esferas da sua vida.

Da reação inesperada de sua família a "amigos" nada agradáveis, como Gustavo, Daniel sofre bastante em busca de entender o que acontece dentro e em torno de si.

Tive vontade de ser um ombro amigo na vida do personagem principal, de apoiá-lo durante esse caminho tortuoso por que passou, até perceber que viver de mentiras não lhe faria feliz.

"Como negar com aquele sorriso que derruba todas as minhas defesas? Algo maior está sendo criado entre nós e eu estou gostando disso."


O final do livro é surpreendente, doloroso, desesperador. Já estou morrendo de curiosidade pela continuação!

Li o e-book e não encontrei erros. A narração em primeira pessoa facilita o entendimento dos sentimentos e pensamentos do personagem principal.

A escrita do autor é fluida e dinâmica e o ritmo da leitura faz com que o leitor não queira desgrudar os olhos em momento algum.

Robson Gabriel com certeza é mais um talento na literatura nacional que lida com bastante competência de um tema complexo e difícil de ser trabalhado!



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