18 de fevereiro de 2013

Resenha: Morte Súbita





Autor: J. K. Rowling
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 512

Sinopse: Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?



Minha Opinião:


Quem espera algo parecido com Harry Potter, esqueça!

Desde que anunciaram o primeiro livro adulto de J. K. Rowling eu fiquei curioso pela leitura. A expectativa foi enorme.

J. K.  surpreende em Morte Súbita. Leitores de Harry Potter podem estranhar um pouco a forma como a autora aborda a história, e a linguagem diferente daquela do bruxinho, nesse livro a escrita abusa de termos chulos e o humor negro.


Morte Súbita se passa na fictícia cidade de Pagford. No início da trama ocorre a repentina morte de Barry Fairbother, então a autora passa a apresentar os moradores da pequena cidade e a reações diante da notícia.

Barry fazia parte do Conselho da Cidade, e a partir de sua morte começa o questionamento de quem irá substituí-lo. Em meio a este fato e disputa, nos deparamos com uma pequena cidade, onde todos se conhecem, mas ao mesmo tempo repleta de segredos, interesses e ambições. A partir desse momento, é descrito mais a fundo o caráter e interesse desses moradores e suas ligações.

Morte Súbita aborda vários assuntos como drogas, violência física e psicológica, negligencia, preconceitos, abusos sexuais, pedofilia e outros. O livro trata de pessoas que tentam manter certa aparência, mas com defeitos e segredos. O que nos leva a reflexão, demonstrando que nada é tão harmônico como parece.

O final, de certa forma, é tão trágico quanto o começo, porém realista, pois essas histórias fazem parte da vida de muitos. 

Minha opinião, bem diferente como já havia falado de Harry Potter, gostei muito dessa leitura e já virei fã desse novo estilo da autora. Para ler esse livro tem que ter certa maturidade e nenhum moralismo. É um retrato magnífico da realidade. Uma leitura que recomendo.



2 comentários:

  1. Olá, Fernanda, parabéns pela resenha.

    Gostei da forma clara que a escreveu. Só não curti de uma coisa: pretendo ler o livro e já tinha lido uma resenha negativa a respeito da história em outro blog que agora não me lendo qual, rs. Fiquei na dúvida se devo mesmo ler "Morte Súbita". Não quero jogar meu rico dinheirinho fora comprando um livro que de repente não vou gostar

    Duas perguntas que peço que seja sincera: você gostou mesmo da história? Quais aspectos mais lhe agradaram: os personagens, a escrita, o final?

    Um abraço.

    Agradeço desde já.

    Roberto Camilotti: blog de literatura.

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    Respostas
    1. Oi Roberto!

      Agradeço por seu comentário.
      Esse estilo é muito diferente de Harry Potter. Vou dizer pra você que o começo é bem lento e vai assim até quase metade do livro. O que mais me chamou a atenção foram os temas abordados, o comportamento dos personagens que, de certa forma, retrata muito o ser humano e eu gosto de leituras assim.
      Mas veja se procura algo mais eletrizante, talvez essa não seja a leitura indicada. As coisas acontecem, mas é de forma mais lenta, o que nem todo leitor pode gostar.
      Na época que li, ainda não tinha saído os livros da série Cormoran Strike da autora. Gostei de ambos, mas entre Morte Súbita e a série, eu fico com a série pelo suspense.
      Se chegar a ler, me fale sua opinião.

      Abraço

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