9 de setembro de 2016

[Resenha] A Bibliotecária de Auschwitz


A BIBLIOTECÁRIA DE AUSCHWITZ
Autor: Antonio G. Iturbe
Editora: Agir (Editorial Planeta)
Ano: 2014
Páginas: 368


Sinopse: Muitas histórias do horror e sofrimento testemunhados dentro dos campos de concentração nazistas são contadas e recontadas, já estão gravadas e arquivadas. É difícil, nesses relatos, encontrar atos de esperança e força diante de todo o mal registrado durante o Holocausto. A Bibliotecária de Auschwitz é uma livro diferente. É uma história verdadeira e cheia de detalhes a respeito de um professor judeu, Fredy Hirsh, que criou uma escola secreta dentro do bloco 31, no campo de concentração de Auschwitz, dedicando-se a lecionar para cerca de 500 crianças. Criou também uma biblioteca de poucos volumes com a ajuda de Dita Dorachova, uma menina judia de 14 anos que se arriscava para manter viva a esperança trazida pelo conhecimento e escondi os livros embaixo do vestido. É um registro de uma época sofrida da História, mas que também mostra a coragem de pessoas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes usando os livros como "arma". 





Hoje vou falar de um livro, que possui uma temática que já li em vários outros, mas esse é muito especial. Vocês vão saber o porquê.

Dita Kraus é uma garota de 14 anos que foi mandada para o campo de concentração em Auschwitz-Birkenau, juntamente com seus pais, assim como milhares de judeus capturados pelos nazistas. Mas apesar de tudo, de todo sofrimento imposto, eles não conseguiram tirar de Dita a esperança de dias melhores.

Fredy Hirsh é um jovem alemão judeu que com toda perseverança cativou muitos dentro do campo. Hirsh era responsável pelo bloco 31, onde ficavam Dita e outras milhares de crianças. O 31 era um bloco muito "especial", onde ele, clandestinamente, montou um tipo de escola para as crianças e possuíam um grande tesouro, uma pequena biblioteca com apenas oito volumes. Tesouro pelo qual Dita era a responsável, ou seja, a bibliotecária de Auschwitz.






"Num lugar como Aushwitz, onde tudo é projetado para fazer chorar, o riso é um ato de rebeldia."


O perigo era constante, mas Dita guardava e zelava com toda coragem pelo pequeno tesouro que era responsável. Tinha vários esconderijos secretos e até chegou a costurar um bolso interno em sua roupa para escondê-los, caso necessitasse com a aproximação de algum S.S.

Segundo o próprio autor, "esta narração foi construída com materiais reais, que se uniram nas páginas com uma argamassa de ficção."

Há também personagens que já ouvimos falar como Joseph Mengele, Eichmann e Anne Frank.






A história é muito envolvente, narrada em terceira pessoa de forma simples, porém minuciosa. Uma leitura carregada de emoção e muito sofrida.



"Auschwitz não mata só os inocentes, mas também a inocência."


Dita é uma guerreira, que perdeu a infância e a juventude em um campo de concentração, mas nunca a garra e a esperança.






A capa é simples, bonita e bem condizente com o livro. Encontrei alguns erros de revisão, mas nada que pudesse comprometer a leitura e a compreensão da mesma.

Vale muito à pena conhecer a história de Dita! Um romance fantástico! Me emocionei demais e tirei lições importantes para mim.



"A vida, qualquer vida, dura muito pouco. Mas se conseguirmos ser felizes, ao menos por um instante, terá valido a pena."


Dita Kraus, agora Dita Polachova, está com 86 anos e vive em Israel. No final do livro o autor teve a oportunidade de encontrar essa personagem tão importante da história e divide esse momento com os leitores.








Recomendo a leitura a todos! Apesar de relatar um período triste da História, passa a força, coragem e fé de pessoas que nunca desistiram de lutar pela vida!







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17 comentários:

  1. Eu sou um apaixonado por livros que se passam durante a segunda guerra mundial, é um episodio triste como você disse, mas que demonstra a coragem de pessoas que sobreviveram a tudo aquilo. Já li livros como O Diário de Anne Frank, O Pianista e O Sobrevivente de Auschwitz.
    Agora estou ansioso para ler essa incrível historia, A Bibliotecária de Auschwitz provavelmente vai me emocionar igual aos outros.

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  2. Oi Fernanda!

    Acho que não há quem não goste de um bom livro passado nesse período da História. Apesar de ser triste, rende histórias maravilhosas. Dita realmente teve muita coragem e admiro isso bastante. Legal saber que o livro foi escrito a partir de matérias reais e que Dita ainda está viva! Dá uma esperança dentro da gente.

    Beijo!
    http://www.roendolivros.com.br

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  3. Oi, Fernanda!
    Adquiri o e-book desse livro por entre uma promoção na Amazon, achei interessante a premissa, gosto de saber um pouco sobre o período da Segunda Guerra e acabei adicionando-o à minha biblioteca do Kindle, mas não o li até hoje por falta de impulso mesmo. Sua resenha chegou em boa hora para me lembrar que o tenho e que a história, apesar de fugir um pouco do meu tipo habitual de leitura, deve ser mesmo linda e cheia de superação, apesar de sofrida. Quando estiver em um momento para propício para a vibe dessa leitura, certamente irei conferi-la, obrigada pela dica!
    Beijos!

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional ♥

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  4. Oiii Fernanda, tudo bem?
    Faz um certo tempinho que conheço esse livro e confesso que até o momento sempre tive certa curiosidade em relação de realizar a leitura, agora você vindo com essa resenha me deixou sem chão, pois realmente preciso o ler, é uma época bem interessante que sempre nos agrada e nos deixa curiiosa, parabéns pela resenha e dica super anotada.
    Beijinhos

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  5. Oi, Fernanda!
    As histórias sobre esse período da História sempre me pegam pelo coração. Acho que é bem oq ue você disse mesmo, apesar de ser um evento triste há muitas histórias de perseverança, coragem e esperança e devemos conhecê-las. Estou com esse livro na pilha de leitura, super ansiosa para começar a ler. Parabéns pela resenha!
    Bjus

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  6. Oi Fernanda, tudo bom?
    Que história linda! Dá uma emoção e uma inspiração saber que é uma história real. Com certeza a menina Dita tem muita coisa boa pra ensinar pros leitores do livro.
    Beijos.

    ps.: acho que o corretor te pegou rs, pois na terceira linha do terceiro parágrafo você escreveu que o 31 era um blog.

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  7. Oiee Fernanda ^^
    Ao mesmo tempo em que são tristes, livros assim nos enchem de esperança, né? Esperança de que ninguém nunca mais passe por algo parecido, esperança de que a humanidade tenha aprendido com os erros do passado e não os repita. Mas acho que sonho demais quando penso assim... Porém, sonhar nunca é de mais, né? Tenho muita curiosidade de ler este livro, parece ser uma história muito tocante e marcante.
    MilkMilks ♥

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  8. Olá Fernanda, eu possuo grande admiração por livros que retratam a história dos judeus em meio ao nazismo, vi A bibliotecária de Auschwitz várias vezes, mas nunca tinha parado para ler a sua sinopse e a sua capa nunca me chamou muito a atenção, mas agora sabendo do que se trata fiquei animada para ler.
    Imaginei como teria sido montar uma escola e uma biblioteca escondidas em um campo de concentração, história que merece ser lida... Imaginei até como seria bom se fizessem um filme dessa trama.
    Parabéns pela resenha!

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  9. Eu adoro história que contam sobre esse período da história, ainda mais quando são reais. Apesar de triste, é uma leitura que me impacta bastante e ao mesmo tempo me faz ter esperança na humanidade ao ver atos como esses. Que história linda, não conhecia o livro, mas quero muito ler agora.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  10. Oi, Fer! Acredita que tenho esse livro na estante, ganhei de presente há mais de um ano... já imaginava que seria emocionante, e lendo sua resenha senti que o livro merece entrar na fila.

    Beijo

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  11. Oi, Fer! Acredita que tenho esse livro na estante, ganhei de presente há mais de um ano... já imaginava que seria emocionante, e lendo sua resenha senti que o livro merece entrar na fila.

    Beijo

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  12. Oi Fernanda, tudo bem?
    Eu achei a premissa desse livro muito boa, onde gosto de livros com essa temática. Bom saber que a história é envolvente e anotei a dica para ler futuramente. Achei a capa linda!
    Ótima resenha.
    Beijos!

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  13. Olá, Fernanda! Conhecia a história mas não sob esse olhar! <3 Achei a história interessantíssima e este quote que você destacou maravilhoso: ""Auschwitz não mata só os inocentes, mas também a inocência." Quanta inocência perdida nesse massacre e quanta esperança e coragem de Dita e Fredy! Gostei muito!

    Bjs,
    Yohana Sanfer
    http://www.papelpalavracoracao.com.br/

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  14. Oi Fernanda!
    Eu MORRO DE VONTADE de ler esse livro mas ainda não tive a oportunidade de compra-lo. Adoro histórias que se passam durante a Segunda Guerra e essa com certeza parece ser uma história muito bonita. É legal saber também como está a Dita hoje em dia, da uma sentimento de satisfação bem grande.
    Espero muito ler em breve e poder contar o que eu achei.
    beijos

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  15. OOi!
    Confesso que não conhecia o livro, mas olha, já estou louca para lê-lo. Nunca li nada que se passa em um ambiente de guerra fiquei bem curiosa. Eu tento fugir dos dramas/tristes mas eles acabam sempre me atraindo. haha. Espero ter a oportunidade de realizar a leitura.

    Beijoos!

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  16. Nossa, a leitura deve ser muito envolvente e emocionante mesmo! Amo conhecer narrativas que se passam nesse período histórico, mas sempre fico destroçada. Achei esse livro bem diferente, quem diria, uma escola clandestina e oito livros que se tornam o tesouro de sua guardiã. Acho que só mantendo a garra e a esperança mesmo pra ter conseguido passar por campos de concentração/extermínio e sobreviver. Com certeza vou ler!

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