10 de outubro de 2016

[Resenha] Yes, My Lady


YES, MY LADY
Autora: Patricia L. Boos
Editora: Amazon
Páginas: 284
Ano: 2015
E-book cedido em parceria com a autora

Sinopse: Quando em sua infância sua mãe morrera, Patrícia Muller desamparada, ficou presa às mãos de seu tirano padrasto que está em busca do testamento de sua mãe para ficar com toda a fortuna da família Muller. Entre surras e mais surras, certo dia num ato de desobediência à seu padrasto contrata Yan Blackmore, um jovem modormo obcecado com as regras e os tabus impostos por sua profissão. Apaixona-se por ele e certamente não é correspondida ao mesmo tempo que um a um seu padrasto tira a vida das pessoas à sua volta até que reste apenas ela. Em meio a este misto de medo, mortes e amor solitário, o destino a une com o mordomo através de um segredo sombrio escondido num objeto qualquer. Um trágico fim os aguarda com as cortesias do destino que, astuto, tece fio por fio sua teia de discórdias e tragédias, enquanto ri diabólico de suas marionetes.




O livro nos conta a história de Patrícia Muller, a Patty, uma jovem que perdeu a mãe ainda na infância, e ficou nas mãos do padrasto que a maltratava muito, inclusive porque não gostava de seguir as suas ordens, nem que ele tivesse completo controle de sua vida.

Em uma das vezes em que desobedece ao padrasto, Patty contrata Yan, um rapaz muito correto e cumpridor das regras, para ser seu mordomo.



"- Tudo bem, My Lady? Ele lhe fez algum mal? Por favor, diga-me que ele não tocou-lhe em nenhum momento. - Ele segurou uma das mãos dela aproximando-a de seus lábios enquanto seus olhos a olhavam penetrantes."


Do contato diário entre os dois, com o passar do tempo, a relação se torna mais profunda do que deveria e Yan se sente totalmente perdido, tendo em vista a impossibilidade de um romance com Patty, já que pertencem a classes sociais diferentes.

Enquanto isso ocorre, Yan vê sua amada sendo maltratada diariamente pelo padastro, não apenas com palavras, mas com muitas surras e diversos crimes contra pessoas que ela ama.





Juntos, Patty e Yan percebem que toda raiva que seu padrasto sente tem como fundamento um grande interesse em roubar para si toda a herança da família Muller.

O romance se desenvolve entre cenas puras de amor com toques eróticos e outras de extrema violência, com as surras que Patty sofre pelas mãos sujas e frias de seu padrasto.



"Ela nada disse, apenas encarou-o nos olhos castanhos esverdeado que com a luz presente estavam num tom irresistivelmente lindo. Ela segurou sua mão, estava quente apesar do clima, permaneceu como estava até ele afastar-se um pouco. Ela sentiu o nervosismo e sabia que ele diria que não podia arriscar."


Dois personagens secundários me chamaram a atenção na trama: um médico que aparece como pretendente para Patty, a pedido de seu padrasto e que, na verdade, está bem mais interessado em seu dinheiro que em seu amor. E Saeko, a prima de Patty, um verdadeiro lobo em pele de cordeiro, na melhor das hipóteses.

O final é surpreendentemente triste e, em minha opinião, deixou margem para uma continuação.


"Não diga isso, My Lady... Precisa apenas querer que eu fique... E aqui estarei. - Ele pegou-lhe a mão e beijou-a suavemente. Logo em seguida parou estranhando levemente seus próprios atos e palavras. Involuntário e encantador."


Li em e-book e encontrei alguns erros, que podem ser melhor trabalhados para uma próxima edição.

Recomendo a leitura a quem gosta de romances com doses de tristeza e sofrimento.





9 comentários:

  1. Karla, me diz uma coisa esse é um romance de época? Pela sua resenha tive a impressão que a parte dramática da trama pode ser forçada, não que você tenha dito algo sobre isso, mas tive essa impressão, já que pelo visto a unica pessoa que não quer o mal da protagonista é seu par romântico, o mordomo. Não sei se leria, principalmente pelo final triste, as vezes eu até me dou bem com livros assim, mas depois de tanto sofrimento e violencia o final acabar triste me parece ainda mais drama.

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  2. Oi Karla, tudo bem?
    A trama parece ser bem interessante, vejo que o Yan caiu em uma situação bem delicada junto a Patty já que além das diferenças precisa ver a amada sendo maltratada diariamente e por vezes não pode reagir. A Patty por sua vez precisa ser uma personagem extremamente forte, pois precisa lidar com pessoas sem escrúpulos e ainda sofre agressões tanto física quanto verbal, ou seja a carga psicológica dela é bem pesada e pode ser muito bem trabalhada. Espero que o livro tenha continuação e que a sequência não tenha o final triste.
    Beijos

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  3. Não conhecia essa obra, achei a premissa muito interessante e intensa. Já fiquei com pena da personagem maltratada pelo padastro. :( E fiquei curiosa para saber porque o final foi triste, espero que não seja nada com Patty, a coitada já sofre bastante pelo jeito.
    beijos
    www.apenasumvicio.com

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  4. Eu gostei da capa e de cara, esse seria um fator que me faria comprar o e-book, compro muito pela capa, mas enfim, a história eu achei confusa e desinteressante, tem um fundo legal, mas Yes my Lady não é um livro que eu possa gostar, achei um pouco fútil o relacionamento do casal e principalmente pelo fato de como eles se conhecem, por uma desobediência da jovem, para atingir o padrasto que lhe fazia mal... Mas enfim, por mais que não tenha me interessado, foi legal conhecer sua opinião sobre o e-book, uma pena que a edição tenha algumas falhas, um toque legal para mudarem no decorrer do tempo.

    http://www.daimaginacaoaescrita.com/

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  5. OOi Karla!
    Pela sinopse o livro não me encantou, mas mudei de opinião ao ler sua resenha. Gosto bastante desses romances com dose de drama e tristeza, então acredito que irei gostar dele.
    Yan parece ser um amor, fiquei curiosa para "conhecê-lo"! Espero ter uma oportunidade. :)

    Beijoos!
    Estante Mineira

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  6. Oi Karla.

    Eu já tinha visto a capa e lido a sinopse do livro na Amazon, mas até o momento não tinha lido uma resenha, por isso não tinha interesse em ler a história. Fiquei com um pequeno interesse em conhecer o casal principal da história e pode ter certeza que seu eu gostar deles vou odiar esse padrasto também. Dica anotada e livro adicionado na lista de desejados.

    Bjos

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  7. Oi, Karla!
    Não conhecia o livro e a capa é até bonito e um pouco chamativa, mas enredos com tristeza e sofrimento, como você falou, costumam passar mais longe da minha pilha de leitura. São poucos os dramas que me chamam a atenção, e normalmente eles são mais focados em temas familiares como um todo do que, também, em um romance. Complicada mesmo a situação da protagonista, e sério que o desfecho não é tão feliz assim? Hum, mais um detalhe que me repele um pouco, infelizmente, mas se um dia estiver procurando algo mais nessa vibe, posso pensar em dar uma chance. Valeu a dica.
    Beijos!

    ♥ Sâmmy ♥
    ♥ SammySacional.blogspot.com.br/ ♥

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  8. Karla é um romance mais de época ou se trata apenas de uma família podre de rica? Essa coisa de contratar mordomo me pareceu meio antiquada, então fiquei na duvida.
    A premissa me pareceu legal mas sei lá, não consegui ficar com vontade de ler, não sei se achei muito confuso ou o que foi.

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  9. Oi Karla!
    Eu gosto muito de romances cheios de tristeza e sofrimento, adoro um drama. Hahahaha Mas não sei o motivo pelo qual esse livro não conseguiu me chamar atenção. Acho que isso possa ter se dado pelo fato de ter achado a trama bem clichê (estilo novela das 8h). Ultimamente tenho andado bem chata em relação as minhas leituras e pra me agradar por completo a trama tem que ir além.
    Erros, infelizmente, tem sido frequentes até mesmo em grandes editoras. Espero que possam rever isso e serem consertados em uma próxima edição. Será que terá mesmo uma continuação?
    Beijos

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