20 de março de 2017

[Entrevista] Thiago Limeira

Olá, leitores!

Hoje temos um post especial: é dia de mais uma entrevista com os autores do nosso Pacote Literário. O entrevistado do mês é Thiago Limeira, parceiro do blog.



Vamos conhecer um pouquinho mais sobre ele?!




1 - Quem é Thiago Limeira? 

R: Sinto que qualquer que seja a minha resposta, a mesma será muito vaga, porque é vago falar em conceitos absolutos quando fala-se como algo abstrato como a “personalidade”. Mas tentando responder à esta pergunta: O Thiago é um cara um tanto quanto simples, quase sem ambições de vida e que se considera bastante solitário. Gosta de ler, escrever, fazer suas tralhas e passar o tempo sozinho. Já passou por algumas coisas mas quem não passou. Gosta de apreciar o silêncio e prefere ser observado à ser “participante”. Um tanto quanto esguio e por vezes até mesmo antissocial, gosta de reparar nas pequenas coisas que boa parte das pessoas nem repara, como uma borboleta voando pelo jardim de repente. Não tem lá muitos amigos, mas gosta dos poucos que tem. Um ser humano assim como quase qualquer outro ser humano, sem muitas diferenças significativas exceto o suposto “autismo” por parte da suposta pessoa que vos escreve.

2 - Quando e como começou a escrever?

R: Comecei à escrever um pouco “tardiamente”, por volta dos 18 anos de idade. Comecei com pequenas poesias e, com o passar do tempo, fui aumentando o leque de temas e tipos de textos escritos. Quando eu era criança me expressava bastante por desenhos, mas com o passar do tempo fui parando e então comecei à me expressar através de escritos. Que uns gostam e outros não, mas que com certeza já me salvaram da loucura. Hoje escrevo mais por “esporte” e por hobby, eu diria, do que por vitalícia necessidade (embora me brote na mente oportunidades de escritos praticamente todos os dias).

3 - Tem algum autor que considere uma referência para o seu trabalho como escritor?

R: No caso do meu primeiro livro publicado, “Alguém”, pode-se dizer que ouve uma influência vital no trabalho sim, e esta veio do filósofo Nietzsche. A influência é bem subjetiva e acredito que de não muito fácil percepção para o público em geral. Há também um quê de influência de outro filósofo famoso, Albert Camus, e um restinho de influência fica por parte de Schopenhauer e Dostoiévski. Já hoje em dia posso dizer que meu leque de influências aumentou consideravelmente, agora também incluo Kafka, Bukowski, Cioran, Kierkegaard, Huxley, etc nesta lista. Sim, a maioria destes são considerados “filósofos” e sim, é uma área que eu aprecio bastante, embora meu primeiro escrito, “Alguém”, não seja necessariamente um livro de filosofia.

4 - Fale um pouco sobre “Alguém”. 

R: Para ser bem sincero, estes dias atrás mesmo eu estava pensando neste meu primeiro livro publicado e cheguei à conclusão de que não sei como consegui escrever tal tipo de coisa, hahaha. Não que eu não possua capacidade para escrever isto ou até mesmo para escrever um livro, mas sim porque o livro exprime tal angústia, desespero e niilismo que não sei como era eu ali, não consigo me identificar com sendo o autor, como se a lembrança de ter vivido tal período em minha vida tivesse desaparecido por completo de minha mente, hahaha. Digamos que o contexto do livro, a época em que desenvolvi o mesmo, é um contexto bem desesperador e de confronto com a realidade, daí alguns dos diversos conflitos que são retratados no mesmo. É um livro principalmente, no meu ponto de vista, sobre “perda da inocência”, mas não perda da inocência no sentido de não mais ser inocente, mas sim no sentido de confrontação com o mundo e de realização de que não mais se pode ser “inocente” em um mundo imerso em malícia. O que se passou no livro, metaforicamente falando, se passou comigo também, na vida real.


Resenha aqui


5 - Tem algum personagem favorito em algum de seus livros ou um com quem mais se identifique? E quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?

R: No caso deste primeiro livro, Pedro. Pedro com certeza, e depois o homem da história “o homem que se apaixonou por um manequim”, acho que ambos exprimem, até hoje, boa parte da minha essência como indivíduo. E sobre a inspiração para os personagens, os mesmos, principalmente os protagonistas, são quase 100% eu na época de escrita do livro. E “Henrique” é um nome fictício para um garoto que eu realmente conheci enquanto escrevendo o livro.

6 - Qual o seu próximo projeto?

R: Recém-terminei de escrever algo que pode se tornar meu segundo livro publicado. Falta fazer uma revisão geral, mandar para alguma editora e fazer todo o processo de publicação do livro, mas acho que farei tudo isto, se possível, ainda este ano. Ainda não tenho um nome oficial para este segundo livro, mas creio que se chamará “Vida”, e o estilo do mesmo é totalmente diferente do primeiro livro, tanto em temáticas abordadas quanto em estilo de escrita mesmo, pois este segundo livro é uma espécie de “diário” cujos fatos que estão relatados, em sua maioria, realmente aconteceram comigo. Em breve nos cinemas, hahaha.

7 - Deixe um recadinho aos nossos leitores.

R: Eu não sei o que escrever aqui. Sério. Mas se você leu tudo até aqui, independente de se gostou ou não, obrigado. Não espero que compre o meu livro pois talvez eu mesmo não pagasse o valor dele (sinceridade é tudo), mas se o for fazer ou se já o tiver feito e tiver gostado, fico muito feliz. E espero que tenham gostado desta entrevista, não tenho mais muito o que falar. Abraços à todos.




Thiago, o Blog Pacote Literário agradece imensamente pela concessão da entrevista e deseja muito sucesso em sua carreira como escritor!



2 comentários:

  1. Não conhecia o autor e adorei as respostas.
    Muito bom conhecer novos talentos da nossa literatura.

    bjks

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  2. Adorei!
    Não conhecia o Thiago.
    Parabéns pela entrevista e ao blog por sempre incentivar a literatura nacional.

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