28 de abril de 2017

[Resenha] Para Educar Crianças Feministas


PARA EDUCAR CRIANÇAS FEMINISTAS: UM MANIFESTO
Autra: Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2017
Páginas: 94

Livro cedido em parceria com a Editora

Sinopse: "Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.”





Olá! A resenha de hoje é sobre o livro “Para educar crianças feministas: um manifesto”, da autora Chimamanda Ngozi Adichie, cedido pela editora Companhia das Letras, parceira do blog.

Para começar, quero falar sobre o título. Antes de ler o livro, acompanhei algumas polêmicas em outros blogs e comentários em páginas em redes sociais, nas quais questionavam o uso de “crianças” e não “meninas” no título da obra. Isso faria sentido se considerasse que o texto é uma adaptação de carta escrita pela autora a uma amiga que se tornou mãe recentemente e queria conselhos para educar sua filha. Entretanto, lendo o livro, fica claro que as 15 sugestões são perfeitamente aplicáveis a meninos e meninas.



Em vez de simplesmente falar, mostre-lhe com exemplos que a misoginia pode ser explícita e que a misoginia pode ser sutil, e que as duas são abomináveis.

Adichie utiliza duas ferramentas para construir seu pensamento feminista: 1) eu tenho valor e 2) se uma situação teria os mesmos resultados se aplicada a homens e mulheres. Fala com simplicidade sobre atitudes e discursos a serem evitados para não enraizar a misoginia na educação de crianças. 



Não é simples! Por exemplo: quem nunca ouviu ou falou que uma roupa era indecente, ou que uma mulher estava vestida como uma prostituta? Para a autora, o ideal é dizer que a roupa é feia, que não veste bem etc., mas jamais colocar em questão a moralidade de quem a veste.

Ao lhe ensinar sobre opressão, tenha o cuidado de não converter os oprimidos em santos. A santidade não é pré-requisito da dignidade.

Outro ponto central é a importância que se dá ao casamento ao educar meninas, gerando uma enorme disparidade no modo como homens e mulheres comprometem-se em um relacionamento.



Assim, muitas mulheres estão em relacionamentos longos e querem se casar, mas precisam “esperar” que os homens tomem a iniciativa – e muitas vezes essa espera se torna uma encenação, às vezes inconsciente, às vezes não, de seus méritos para se casar.

A autora questiona também o que denomina Feminismo Leve. Nele as mulheres dependem da condescendência masculina para fazerem o que desejam, ou seja, mulheres podem fazer o que quiserem, desde que seus maridos permitam. É, também, a visão de que homens devem ser enaltecidos quando “ajudam suas esposas” no cuidado com a casa e com os filhos.



A linguagem é suave, mas a mensagem forte: homens e mulheres devem ocupar o mesmo espaço e dividir responsabilidades em um relacionamento, para não criar ressentimentos.



Não precisa ser uma divisão literalmente meio a meio, ou um dia você, um dia ele, mas você vai saber se estão dividindo igualmente. Vai saber por não se sentir ressentida. Porque quando há igualdade não existe ressentimento.

São muitas ideias em torno do fato de que crianças devem ser educadas pelo exemplo e pelo cuidado com o uso de palavras e expressões que indiquem desigualdades entre gêneros. Cada proposição vem acompanhada de situações diárias em que homens/meninos e mulheres/meninas são expostos às extremamente comuns desigualdade de oportunidades.

Esse é um livro para ser lido, compartilhado, comentado, discutido e utilizado como referência por pais, futuros pais, professores etc.



Assim, em vez disso, o que desejo a Chizalum é o seguinte: que ela seja cheia de opiniões, e que suas opiniões provenham de uma base bem informada, humana e de uma mente aberta.

Não é algo a desejar a todas as crianças?

Beijos e até a próxima!




26 de abril de 2017

[Série Indicação] Black Mirror


Oi pessoal!

O post de hoje é dedicado a uma série que descobri há algumas semanas, mas que já vale (e muito) a indicação aqui no blog: “Black Mirror”. Originalmente produzida por um canal britânico na primeira e segunda temporadas, a série foi adquirida pelo Netflix, plataforma que vem fazendo a alegria dos fãs de séries, uma vez que tem oferecido muitas opções nesse segmento.

A série tem formato de antologia; cada episódio é, na verdade, um mini-filme, com enredo e personagens próprios, sem conexão imediata com os demais capítulos. Dessa forma, é possível assistir aos episódios fora da ordem apresentada e sem preocupações com arcos de história complexos e extensos, o que pode ser um atrativo para aqueles que resistem a acompanhar produções com muitas temporadas e grande número de episódios já lançados.




Black Mirror” reúne histórias que têm as inovações tecnológicas como ponto central; mais especificamente, como estas podem interferir em todos os aspectos da vida humana, e com graves consequências. Todos os episódios são ambientados em um futuro próximo e, em todos eles, o desenrolar da história está intimamente ligado à tecnologia.

A título de exemplo, um dos episódios mostra um dispositivo que grava todas as memórias de cada indivíduo, como um filme; as lembranças, assim, podem ser revistas, avaliadas e escrutinadas, até mesmo por outras pessoas. Como se poderia esperar, os reflexos dessa possibilidade sobre o cotidiano são significativos e os resultados são desastrosos.





A temática policial também é recorrente em “Black Mirror”, uma vez que, muitas vezes, o desenvolvimento técnico e científico oportuniza novos tipos de crime e novas formas de cometer os tipos antigos, o que já é uma realidade da nossa era. Por essa razão, a série também é um prato cheio para os amantes das tradicionais séries policiais.

O aspecto mais interessante sobre “Black Mirror” é a sensação de proximidade; apesar do caráter futurista, todos os episódios retratam situações extremamente possíveis e, mais do que isso, prováveis, dada a velocidade do progresso tecnológico que estamos experimentando nos dias atuais. E é exatamente esse sentimento que provoca a grande reflexão proposta pela série: estamos preparados para lidar com as repercussões da era digital? Ao final de diversos capítulos, a percepção do espectador é a de que ainda estamos bem longe disso.



A série possui treze episódios, divididos em três temporadas, e está disponível no Netflix. A quarta temporada, que deverá ter seis episódios, poderá ser lançada ainda em 2017.

Deixe seus comentários abaixo e até a próxima!









25 de abril de 2017

Livros & Esmaltes #24


Olá, leitores queridos!!

Hoje, mais uma vez trazemos nossa coluna quinzenal "Livros & Esmaltes", em parceria com o blog MãeLiteratura.


Estabelecemos o tema "livre", bastando combinar a cor do esmalte com o livro da semana.

Vamos conhecer as nossas escolhas?



Minhas Escolhas





O esmalte da semana é o Rouge Casino, da Bourjois. Na filha única passei o Mary's love, da Penelope Luz.

O livro é o Um lugar na janela, são crônicas de viagem da queridíssima Martha Medeiros, estou adorando!


Escolhas da Fernanda


“O esmalte da semana é o Rosa Crystal, da Avon. Deu vontade de usar uma cor bem clarinha e eu acho o efeito liquid sand lindo.
O livro é Para onde vai o amor?, do Carpinejar. Leitura leve e deliciosa, ele arrasa!”


Escolhas da Claudia


"Escolhi o esmalte Café Bistrô, da Vult. Um marrom bem fechado, escuro, adorei! Fácil de esmaltar e ótima durabilidade.

O livro é o Minhas conversas com o Diabo, de Mario Bentes, Editora Lendari. Primeiro livro que leio da parceria com esta ótima editora. Muito interessante e diferente!"



E aí? Gostaram das nossas escolhas? Já conheciam algum dos livros?

Para quem quiser participar, bastar enviar um e-mail com a foto do livro e esmalte para: pacoteliterario@gmail.com.

Nada melhor que juntar nossas paixões e mostrar aos amigos e leitores!

Ficaremos felizes com a sua participação!!

Até a próxima!







24 de abril de 2017

[Lançamentos] Mundos Paralelos



Olá, leitores queridos! Hoje o Blog Pacote Literário vem indicar o livro "Mundos Paralelos", com participação da nossa querida autora parceira, Clara Savelli.






A obra da Revista Mundo Estranho, da Editora Abril, é uma coletânea de contos inéditos com muita fantasia e ficção científica, além de aventuras e lindíssimas ilustrações!

Vamos conhecer um pouquinho mais sobre o livro?



Mundos Paralelos
Autores diversos
Editora: Abril
Ano: 2017
Páginas: 200

A Mundo Estranho acaba de lançar seu PRIMEIRO LIVRO DE FICÇÃO! “Mundos Paralelos” traz contos inéditos de fantasia e ficção cientifica de dez dos autores mais populares do Wattpad Brasil, imaginando como o mundo seria no melhor estilo Black Mirror. Um livro com muita aventura, ilustrações lindas e personagens cativantes. Para essa missão, a editora convocou dez dos autores mais populares do Wattpad Brasil, que colocaram sua marca registrada em cada um dos contos. São os escritores que você já gosta e já segue no Wattpad com uma pitadinha de Mundo Estranho - e, caso você ainda não conheça, fica o convite!

Além de nossa parceira, Clara Savelli, o livro tem participação dos seguintes autores: Rô Mierling, Thati Machado, Marcus Barcelos, Chris Salles, Mila Wander, Aimee Oliveira, Lilian Carmine, Juliana Parrini e  Felipe Sali.



21 de abril de 2017

[Resenha] Somos Todos Decoradores


SOMOS TODOS DECORADORES - O DIA A DIA DE UMA ARQUITETA
Autora: Cinthia Liberatori
Editora: Dash
Ano: 2017
Páginas: 120

Sinopse: Com seu jeito expansivo, apaixonada pelo o que faz e sempre a mil por hora, Cinthia foi relatando suas experiências na profissão e com elas montando o fascinante mosaico que compõe o dia a dia de todos que se dedicam ao ofício de materializar o sonho mais acalentado por todos nós: a casa da gente. Com humor, sinceridade e perspicácia Cinthia abre o jogo desse lado pouco conhecido e dificilmente divulgado da profissão. Em suas crônicas ela conta situações muito comuns na rotina de quem está na área. As rusgas com o engenheiro, os melindres entre os fornecedores e o cliente, as saias-justas que certos pedidos causam são alguns dos temas abordados. SOMOS TODOS DECORADORES é uma obra que lança um novo olhar para tão fascinante profissão. Quem já contratou alguém para construir, reformar ou decorar também vai rir, talvez até de si mesmo, por se ver retratado em algumas das peripécias da Cinthia. (Maria Helena Pugliesi - Jornalista/editora na Editora Abril e Jornal Estado de São Paulo).




Olá! Estou de volta com mais uma resenha. Trago para vocês as minhas impressões sobre o livro “Somos todos decoradores: o dia a dia de uma arquiteta”, da autora Cinthia Liberatori.

Essa é provavelmente a mais difícil resenha que já fiz. Em primeiro lugar, porque o livro é de difícil classificação: manual, coletânea de crônicas, chick lit, autoajuda? Em seguida, porque não consegui me vincular à obra.

Formada em Arquitetura, Cinthia escreve uma série de reflexões sobre o seu trabalho como decoradora, as dificuldades e situações incomuns que enfrenta em seu dia a dia. 



Concordo que há certos itens de decoração bastante caros, mas eles fazem parte do prazer de viver com estilo e personalidade. Não se pode duvidar: peças assim sempre fazem diferença. 


As crônicas deixam claro o cuidado da Cinthia na escolha de fornecedores, materiais, peças para os seus projetos nos quais pretende se envolver. Ao mesmo tempo, traz uma série de opiniões com intenção cômica.

Ele disse: “Venho com minha banda, vestido com minha calça de couro, vinil, tá? E vamos arrepiar!” Arrepiada ia ficar eu de ver o sujeito que tinha pouco mais de 1,60 metro de altura, cabelo meio ruivo, tipo o palhaço Bozo, vestido de roupa de vinil preto brilhante. 

Acredito que seja esse o maior pecado do livro. Alguns trechos podem ser considerados preconceituosos, como comentários sobre as novelas nacionais, mulheres que falam de modo sedutor e sobre as pontas de estoque (embora a autora comece dizendo não ter preconceitos). Não me parece preconceito de verdade, apenas uma tentativa malsucedida de humor.

A obra é voltada para um público específico. Pessoas que se interessam por decoração não encontrarão fotos de projetos, nem algo que o valha, mas uma coletânea de experiências de quem trabalha na área há muitos anos e que quer partilhar o lado pouco glamoroso da profissão. 



Para finalizar, quero parabenizar a autora pelo projeto gráfico do livro. Fiquei encantada com as ilustrações da Suppa, virei fã!

Beijinhos e até a próxima!!








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[Resenha] Acampamento de Inverno para Músicos (nem tão) Talentosos


ACAMPAMENTO DE INVERNO PARA MÚSICOS (NEM TÃO) TALENTOSOS
Autora: Clara Savelli
Editora: Amazon BR
Ano: 2016
Páginas: 214
E-book cedido em parceria com a autora
Sinopse: Amanda foi arrastada pela melhor amiga para passar um mês em um Acampamento para Músicos em Teresópolis, cidade serrana do Rio de Janeiro. O sítio do acampamento é isolado e, ainda que pense nisso constantemente, Amanda não tem como fugir. Tudo bem que ela perde um pouco da vontade de fugir quando conhece Bruno, monitor do Acampamento que também não parece estar tão empolgado com o fato de ter que passar um mês trancafiado naquele lugar. E já que não pode fugir, por que não aproveitar tudo que for possível? Entre garotos, segredos e muita música, Amanda descobre que é mais talentosa do que pensa e que passar um mês trancafiada em um sítio isolado pode não ser tão ruim assim. Especialmente quando o sítio tem piscina aquecida, academia, água quente e um monitor lindo daqueles.





De autoria da parceira do blog, Clara Savelli, o livro me chamou a atenção pela simplicidade da capa e pela extensão do nome. À primeira vista, fiquei curiosa por saber que acampamento seria este e, claro, quem seriam esses músicos "nem tão" talentosos.

Vamos descobrir?

O livro nos conta a história de Amanda, que tem 17 anos e, "por livre e espontânea pressão" de sua amiga Lila, foi passar as férias em um acampamento para músicos, na cidade de Teresópolis, estado do Rio de Janeiro.

Amanda tem habilidade com a flauta, mas no acampamento é obrigada a se inscrever em mais uma disciplina e, após muitas dúvidas, escolhe também canto.

"(...) rezando em silêncio para não ter feito a pior escolha da minha vida. Correção: a segunda pior escolha da minha vida. Ter vindo para o Acampamento já tinha sido a pior."


Nossa personagem principal logo desperta a atenção de um dos monitores, Bruno, que faz de tudo para conseguir se aproximar dela.

As regras do acampamento proíbem o envolvimento dos monitores com os alunos, sobretudo com menores de idade e, por isso, o relacionamento dos dois é mantido em segredo, inclusive para Lila, sua melhor amiga.

Lila, por sua vez, conhece Gustavo, que logo a encanta e, com poucos dias, estão apaixonados. Gustavo tem um amigo, Eduardo, que Amanda acha bem estranho inicialmente.

Gustavo, Lila e Eduardo se divertem bastante às custas de Amanda, fazendo piadas para que ela se animasse em estar no acampamento.

Cantar em cima da cadeira na sala de aula de canto, ficar constrangida em cantar no karaokê (e dançar) em cima do palco e passar mal por excesso de bebida (que mais tarde o leitor descobre que não era apenas isso) são apenas algumas das coisas que acontecem nessa temporada da vida de Amanda.

Amanda descobre que não pode confiar em todos, passa por uma humilhação e é ajudada por vários amigos. Com isso, ela vai descobrir que nem todos são tão "bonzinhos" quanto aparentam e, no desenrolar do livro, várias situações põem à prova os valores e o caráter dos personagens.

"-(...) Pior, Leo, ele tentou me beijar - ela continuou e seus olhos se encheram de lágrimas. - E ele sabia que eu estava com você. E na hora eu repeti isso para ele."


O melhor da história é que Amanda se aproxima de pessoas muito legais, que tornam aqueles dias bastante proveitosos e agradáveis a ela.

Com narração em primeira pessoa por Amanda, a escrita da autora é leve, fluida e se desenvolve de maneira a fazer com que o leitor esteja sempre curioso pelos próximos acontecimentos.

Gostei bastante da dinâmica do acampamento estabelecida pela autora. Da forma como foi colocada, ficou bastante crível e fácil de se imaginar os acontecimentos, tais como festas de diferentes tipos com bebidas "contrabandeadas", noites de karaokê e, até mesmo, a riqueza de detalhes da rotina dos estudantes.

É claro que o romance impera na trama, mas o livro também traz grandes lições sobre amizade, atenção, ajudar aos outros e confiar em si mesmo.

"Ficamos abraçados não sei quanto tempo naquele corredor e eu fiquei com medo dele conseguir ouvir as batidas do meu coração."


Recomendo a quem deseja um romance bem escrito, com ótimo enredo e de rápida leitura.


Para adicionar "Acampamento de inverno para músicos (nem tão) talentosos" no Skoob, clique aqui.


20 de abril de 2017

[Entrevista] Isabelle Bissoli

Olá, leitores queridos!

No post de hoje, o Blog Pacote Literário traz uma entrevista especial com a autora Isabelle Bissoli!



Vamos conhecer um pouquinho sobre ela?!




1 - Quem é Isabelle Bissoli? 


R: Isabelle Bissoli é uma garota muito sonhadora que inventa história antes mesmo de aprender a ler.
Atualmente participo de 8 antologias (a 9º está á caminho),  estou publicando o meu primeiro livro e escrevo para o site da Capricho e participo do clube do livro alem de fazer três cursos técnicos: Administração, Comércio e Secretariado.


2 - Quando e como começou a escrever?

R: Desde que me entendo por gente. Minha mãe sempre lia história para mim e os meus irmãos a noite até que chegou uma hora que eu queria inventar as minhas e foi assim que comecei. Deixamos os livros impressos para dar asas a minha imaginação.
Toda brincadeira que iríamos fazer tinha uma história que eu inventava por trás.


3 - Tem algum autor que considere uma referência para o seu trabalho como escritora?

R: Sim, vários, mas a principal é a Stephenie Meyer.


4 - Fale um pouco sobre “Seven Days – Uma segunda chance de morrer”. 

R: É um livro que traz muito suspense, mistério e fantasia.
Fala sobre uma garota que acorda em Seven Days e descobre que morreu mas que pode viver uma vida como alma se arrebatar sete almas em sete dias antes dos outros 6 participantes alem de que a cada alma uma parte da sua memória voltará E só para piorar: ela anda tendo sonhos com uma menina chamada Rose que já esteve ali.


Primeiras Impressões aqui

5 - Tem algum personagem favorito em algum de seus livros ou um com quem mais se identifique?

R: O meu personagem favorito de Seven Days com certeza é o Nico, embora ele não apareça tanto assim.


6 - E quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?

R: Na verdade não, eles apenas nasceram para mim sabe? Embora eu tenha feito algumas homenagens para algumas pessoas na minha vida como: O Nico tem o cabelo cacheado por causa do meu irmão (embora eles não sejam parecidos) e uma das 6 participantes se chama Mary por causa minha mãe.


7 - Qual o seu próximo projeto?

R: Atualmente eu estou escrevendo vários livros ao mesmo tempo porém pretendo publicar o mais breve possível o: “Os meus quinze anos” que é um livro que eu terminei á um tempo já (3 anos) e que fala justamente sobre essa fase da vida de um adolescente.


8 - Deixe um recadinho aos nossos leitores.

R: Obrigada por lerem até aqui e lembrem-se: “Se for para viver então que seja a vida dos seus sonhos”.




Isabelle, o Blog Pacote Literário agradece imensamente pela entrevista concedida e deseja muito sucesso em sua carreira como escritora, pois talento você tem sobra!!!






19 de abril de 2017

[Resenha] A Turma do Santos


A TURMA DO SANTOS - Esquadrão Mirim
Autor: Bruno Godoi
Editora: Coerência
Ano: 2016
Páginas: 176

Livro cedido em parceria com a Editora

Sinopse: Quando não está na televisão, Santos lidera um grupo de crianças detetives. É o esquadrão mirim, com alunos treinados na arte da investigação.E o esquadrão acaba de ser convocado. A secretaria de ensino de Trotópolis está com problemas, e apenas a turma do Santos pode solucionar.Roubo de provas na sala dos professores, xixi sem descarga no banheiro da garagem, pegadas na grama e chute no muro do pátio. Tudo isso são indícios de molecagem na escola.Será que a turma do Santos conseguirá localizar os infratores da escola?



A Turma do Santos é a história de uma grande aventura, protagonizada pelo Santos, personagem largamente conhecido da TV brasileira; que junto a uma galerinha de amigos estudantes, procura desvendar situações de bagunça e comportamentos inadequados de outros alunos, das escolas que pedem socorro.



Eles formam o destemido Esquadrão Mirim, que, quando acionado, prontamente se mobiliza para conhecer os problemas da escola em apuros. Santos, como comandante da turma, levanta todas as informações das dificuldades pelas quais o local está passando; contata seus ajudantes; distribui e delega atividades investigativas e traça e discute as estratégias de ação.

A aventura é agitada e cheia de enigmas para a garotada desvendar. Os suspeitos estão à solta e não podem desconfiar da investigação, por isso Santos, o mestre dos disfarces, usa toda sua criatividade para se infiltrar entre os suspeitos e não ser notado. O resto da turma tenta agir da mesma forma, inspirados pelo comandante do esquadrão.



Eles percorrem toda escola em busca de pistas; analisam vestígios e conversas estranhas, tentando montar o quebra-cabeça. Mas as molecagens ocorridas não são a única preocupação do pessoal: eles têm de dar conta de seus trabalhos escolares também.

É a maior correria e nem tudo deve ser o que aparenta; o óbvio nem sempre é o melhor caminho ou a verdadeira solução do problema. Ainda bem que a turma tem o Santos no comando da operação, e ele não vai medir esforços para alcançar a verdade, sem acusar inocentes.

Ao final, uma reviravolta surpreende a todos, graças à perspicácia do Santos. A turma percebe o valor e força da união, do trabalho em grupo, para que todos possam alcançar os objetivos.



A história é voltada ao público infanto-juvenil, com um enredo bem legal e totalmente adequado à faixa etária. A linguagem, às vezes é informal, dando leveza ao texto, mas em sua maior parte não é coloquial, primando por uma escrita bem correta.

Gostei da obra e recomendo para presentear à garotada.




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Para adquirir: Editora Coerência


18 de abril de 2017

Um pouquinho de Luís Fernando Veríssimo




Minhas Férias


"Eu, minha mãe, meu pai, minha irmã (Su) e meu cachorro (Dogman) fomos fazer camping. Meu pai decidiu fazer camping este ano porque disse que estava na hora de a gente conhecer a natureza de perto, já que eu, a minha irmã (Su) e o meu cachorro (Dogman) nascemos em apartamento, e, até cinco anos de idade, sempre que via um passarinho numa árvore, eu gritava “aquele fugiu!” e corria para avisar um guarda; mas eu acho que meu pai decidiu fazer camping depois que viu os preços dos hotéis, apesar da minha mãe avisar que, na primeira vez que aparecesse uma cobra, ela voltaria para casa correndo, e minha irmã (Su) insistir em levar o toca-disco e toda a coleção de discos dela, mesmo o meu pai dizendo que aonde nós íamos não teria corrente elétrica, o que deixou minha irmã (Su) muito irritada, porque, se não tinha corrente elétrica, como ela ia usar o secador de cabelo? Mas eu e o meu cachorro (Dogman) gostamos porque o meu pai disse que nós íamos pescar, e cozinhar nós mesmos o peixe pescado no fogo, e comer o peixe com as mãos, e se há uma coisa que eu gosto é confusão. Foi muito engraçado o dia em que minha mãe abriu a porta do carro bem devagar, espiando embaixo do banco com cuidado e perguntando “será que não tem cobra?”, e o meu pai perdeu a paciência e disse “entra no carro e vamos embora”,, porque nós ainda nem tínhamos saído da garagem do edifício. Na estrada tinha tanto buraco que o carro quase quebrou, e nós atrasamos, e quando chegamos no lugar do camping já era noite, e o meu pai disse “este parece ser um bom lugar, com bastante grama e perto da água”, e decidimos deixar para armar a barraca no dia seguinte e dormir dentro do carro mesmo; só que não conseguimos dormir, porque o meu cachorro (Dogman) passou a noite inteira querendo sair do carro, mas a minha mãe não deixava abrirem a porta, com o medo de cobra; e no dia seguinte tinha a cara feia de um homem nos espiando pela janela, porque nós tínhamos estacionado o carro no quintal da casa dele, e a água que o meu pai viu era a piscina dele e tivemos que sair correndo. No fim conseguimos um bom lugar para armar a barraca, perto de um rio. Levamos dois dias para armar a barraca, porque a minha mãe tinha usado o manual de instruções para limpar umas porcarias que meu cachorro (Dogman) fez dentro do carro, mas ficou bem legal, mesmo que o zíper da porta não funcionasse e para entrar ou sair da barraca a gente tivesse que desmanchar tudo e depois armar de novo. O rio tinha um cheiro ruim, e o primeiro peixe que nós pescamos já saiu da água cozinhando, mas não deu para comer, e o melhor de tudo é que choveu muito, e a água do rio subiu, e nós voltamos pra casa flutuando, o que foi muito melhor que voltar pela estrada esburacada; quer dizer que no fim tudo deu certo."

Retirado do livro "O Santinho", publicado no Rio de Janeiro, pela Editora Objetiva, em 1996



Luís Fernando Veríssimo nasceu em 1936, em Porto Alegre, RS e carrega um leque de profissões, dentre elas, cartunista, roteirista e, claro, escritor.Com mais de 60 obras publicadas, se destacou por "Ed Mort e outras histórias", "O humor nos tempos do Collor", escrito em conjunto com Jô Soares e Millôr e, sobretudo, pelas engraçadíssimas histórias do analista de bagé, seu personagem mais famoso e que lhe rendeu dois livros: "O analista de Bagé" e "Outras histórias do analista de Bagé".Filho do também escritor Érico Veríssimo, é um dos autores contemporâneos mais importantes do Brasil.



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