6 de setembro de 2017

[Resenha] Me ajude a chorar

ME AJUDE A CHORAR
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2014
Páginas: 156

Sinopse: Depois de títulos que refletiam momentos de sua vida pessoal, em Me ajude a chorar, Carpinejar, pela primeira vez, une textos sem um tema central. São crônicas com assuntos variados, mas com uma singularidade: a melancolia e a tristeza. Sempre, obviamente, com a ironia característica. Um livro com sentimentos. Um livro à flor do osso.
Carpinejar mostra a sua mais intensa fragilidade, provando que, na verdade, nesta terapia ou catarse literária, todos devem ser muito felizes para suportar a tristeza verdadeira.
Me ajude a chorar vai emocionar o leitor de maneira única.
Dessa vez, Fabrício não fala a respeito de separação e relacionamentos, mas de temas mais gerais, mais coletivos, que buscam focar também em tragédias mínimas e pessoais, como o caso de uma senhora que estava para perder o marido e só desejava mais uma noite de conchinha com ele. Ela trocaria tudo na vida dela por esta noite.
Constam na obra dois textos que ficaram famosos quando publicados: o escrito em homenagem às vítimas de Santa Maria (RS), que inclusive foi capa em diversos jornais, como O Estado de S. Paulo, e aquele sobre o acidente aéreo de 2007 em Congonhas (SP).


Olá, leitores! Hoje venho contar para vocês um pouquinho da minha leitura de "Me ajude a chorar", do Fabrício Carpinejar.

Por indicação de uma amiga, incluí o livro em minha lista de leitura e o comprei na Black Friday do ano passado. Desde então, tenho "ensaiado" para começar a leitura e só agora tive a oportunidade.


"Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas."


Se arrependimento matasse, eu já estaria dando meus últimos suspiros, pois deveria ter lido na hora que o livro chegou! Nem sei explicar porque demorei tanto!




Mas vamos lá... O livro é uma coletânea de crônicas (maravilhosas, perfeitas!) do autor, que conquista a todos com um jeito único de expressar seus sentimentos sobre as situações mais dramáticas na vida.


"A última palavra nada é perto de um novo beijo."


Um "recado" de uma pessoa idosa à humanidade, o sentimento de um passarinho preso na gaiola (com duplo sentido, é claro), a moça solteira que atura pessoas lhe questionando sobre um possível relacionamento, a perda da mãe em um acidente trágico e uma conversa sincera entre dois amigos são algumas das situações escolhidas pelo autor para "nos ajudar a chorar".




Muitos são os sentimentos tratados no livro: amor, claro; amizade, carinho, saudade, a impotência diante da falta de saúde, vingança, raiva, desespero, tudo isso com um toque tão real de drama que o leitor para e pensa: como é que eu ainda não havia pensado nisso sob esse prisma?

Foi com muita dificuldade que escolhi apenas esses trechos para colocar aqui, entre tantas e tão lindas frases, sentimentos e conclusões...


"Ninguém entra numa escolha sem fechar a porta. Estar em casa é fechar a porta."


Juntamente com os também gaúchos Luís Fernando Veríssimo e Martha Medeiros, Carpinejar acaba de entrar para a minha lista de cronistas preferidos.

Os três têm uma habilidade tão maravilhosa de retratar a vida em todas as suas nuances, que, cada um à sua maneira, me deixa absolutamente encantada por seus livros.


"Sem lealdade, o amor cansa, o amor estanca, o amor não cresce. A deslealdade separa mais do que a infidelidade. A deslealdade é se trair por dentro."


Eu achei a capa maravilhosa com esses girassóis nos olhos que a enchem de significado. Fora que amo a combinação de cores pouco usual entre roxo e amarelo. As folhas têm tom bege e a fonte é pequena, mas com bastante espaço entre as linhas para facilitar a leitura. Não encontrei erros de edição.

Se eu recomendo? Mais do que isso: eu peço que leia este livro e retorne para me contar o que achou! Tenho certeza de que não irá se arrepender!!!

"Viver é incompreensível."

Clique aqui e adicionMe ajude a chorar no Skoob.



3 comentários:

  1. É o tipo de livro para ler e reler infinitas vezes! Deixo aqui um dos meus trechos preferidos: "Liberdade vem com o tempo, liberdade vem devagar, liberdade é esforço. Não ser do tamanho de nossa prisão, mas ser do tamanho de nossa vontade".

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  2. É o tipo de livro para ler e reler infinitas vezes! Deixo aqui um dos meus trechos preferidos: "Liberdade vem com o tempo, liberdade vem devagar, liberdade é esforço. Não ser do tamanho de nossa prisão, mas ser do tamanho de nossa vontade".

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  3. O livro me pareceu lindo e já me fez começar a derramar lágrimas só pelos trechos escolhidos! Adoro esse autor e vou ler com certeza.

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