30 de outubro de 2017

[Resenha] A Hora do Lobisomem


A HORA DO LOBISOMEM - Biblioteca Stephen King
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano: 2017
Páginas: 152

Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: O primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto. Agora, a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker's Mill, surgem novas cenas de terror inimaginável. Quem será o próximo? Quando a lua cresce no céu, um terror paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada. Um clássico de Stephen King, com as ilustrações originais de Bernie Wrightson.





Oi, pessoal!!
E aqui estou com mais uma resenha do mestre Stephen King e já devem ter percebido minha enorme admiração pelo autor.

O livro da vez é A Hora do Lobisomem, mais uma belíssima edição da Biblioteca Stephen King, pela Suma de Letras.

Eu li o livro em poucas horas, é bem fininho se comparado às outras obras do autor e a história pode se dizer que é bastante simples também. Mas, mesmo em tão poucas páginas, King nos prende e surpreende.

Tudo ocorre em Tarker’s Mills, cidade pequena, pacata e sem grandes acontecimentos, até que a calmaria do lugar é substituída por uma onda de pânico e desespero entre seus moradores. Uma série de assassinatos brutais começam a ocorrer e, pelos cenários sangrentos, todos acreditam ser uma besta terrível que está a solta.


"Uma criatura chegou a Tarker's Mills, tão sorrateira quanto a lua cheia presidindo o céu noturno. É o Lobisomem, e não há mais motivo para o surgimento dele do que haveria para a chegada de um câncer ou de um psicótico com intenções assassinas ou de um tornado devastador. A hora dele é agora, o lugar dele é aqui."


Toda noite de lua cheia a criatura sai a procura de sua próxima vitima, mês a mês e o resultado é o pior possível. Todos ficam apavorados, pois não sabem quem possa ser a terrível besta, mas sabe-se que pode ser qualquer um de seus habitantes.

Até que, em julho, Marty, um garoto de dez anos, cadeirante, fica impedido de ver os fogos de 4 de julho devido aos ataques do lobisomem. Bastante frustrado, ele acaba dando um jeito na situação e é ai que a história pega um fôlego incrível e digna do autor. 


A Hora do Lobisomem é um livro aterrorizante e brutal que mostra os ataques de um lobisomem sem dó ou piedade. E, ao mesmo tempo, temos uma cidade em pavorosa com tais ataques e a incerteza de quem poderia estar por detrás.

O começo do livro é um pouco mais lento e começa mesmo a pegar fogo com a aparição de Marty, e é ai também que fiquei impressionada com a astúcia do garotinho.

A revelação de quem é o lobisomem é sensacional, pois não ficamos somente sabendo de quem se trata, mas também temos o lado da besta, suas incertezas e medos em relação ao o que lhe ocorre. 


O livro é organizado em contos ou ataques, um para cada mês do ano e cada conto traz uma peça importante para a história, interligando-a. Dentre as histórias, encontramos várias ilustrações belíssimas de Bernie Wrightson, pelas quais fiquei apaixonada!!

E, para completar, o que gostei muito, ainda temos quatro ilustradores brasileiros que nos presenteiam com ilustrações inéditas de suas cenas favoritas da obra. Fantástico!

O trabalho da editora está impecável, com capa dura e em alto-relevo. A diagramação do texto é simples, mas confortável para a leitura e o diferencial mesmo está nas ilustrações.



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25 de outubro de 2017

[Série Indicação] Atypical



Olá pessoal!

Há duas semanas, assisti uma série que me surpreendeu muito, e é sobre ela que falarei hoje: "Atypical". Essa produção foi lançada há alguns meses no Netflix, sem grande alarde. Por essa razão, tinha ouvido muito pouco a respeito antes de assisti-la. Trata-se de uma sitcom, daquele estilo com episódios mais curtos (de aproximadamente meia hora), com toques de drama. A primeira temporada tem apenas oito episódios, tornando possível terminá-la em menos de um dia (se você for como eu, que adoro uma maratona).

O protagonista de "Atypical" é Sam Gardner, um adolescente norte-americano de 18 anos com autismo. Sendo "altamente funcional" (pessoas com autismo que possuem "capacidades cognitivas" mais desenvolvidas), Sam estuda em uma escola convencional e está inserido no convívio social. Ainda assim, sua condição o leva a situações muito singulares e, por que não, engraçadas, seja em casa, com sua família, seja com seus colegas de classe. O primeiro episódio gira em torno da decisão de Sam de arrumar uma namorada; esse se torna, direta ou indiretamente, o motivo dos acontecimentos abordados ao longo dos oito episódios.


A relação de Sam com sua família é um ponto bastante explorado em "Atypical". Seus pais, Elsa e Doug, e sua irmã, Casey, são parte integrante dos conflitos vividos por ele; a condição do autismo tem grande reflexo sobre as relações interpessoais entre os Gardners. Por outro lado, a série consegue mostrar cada um dos personagens principais como seres independentes, com seus próprios anseios e desejos. Outros personagens de destaque são a terapeuta de Sam, Julia, e seu amigo Zahid.

Um dos grandes méritos de "Atypical" é a leveza com que uma condição tão delicada como o autismo é retratada. Ao mesmo tempo em que o espectador acha graça, é convidado a refletir sobre a dificuldade que pessoas como Sam têm em inserir-se de maneira plena e digna em nossa sociedade. 


Liderado pelo ótimo Kier Gilchrist (Sam), o elenco também não fica para trás; os atores são capazes de transmitir com maestria o tênue equilíbrio entre comédia e drama.

"Atypical" já foi renovada para uma segunda temporada, que deverá ter dez episódios e será lançada em 2018. Recomendo a todos!

E vocês, já assistiram à série? Deixe nos comentários. Até a próxima!




24 de outubro de 2017

Livros & Esmaltes #37



Olá, pessoal!


Hoje é dia nossa coluna quinzenal "Livros & Esmaltes", em parceria com o blog da querida Clauo, o MãeLiteratura.

Estabelecemos o tema "livre", bastando combinar a cor do esmalte com o livro da semana.

Vamos às nossas escolhas da vez?


Minhas EscolhasDessa vez escolhi um marrom cintilante, o Discos de Vinil, da coleção Colecionistas da Risqué. A cor é linda e viva, mas, como quase todos os marrons que já usei, mancha após alguns dias. O livro é o Reconstruindo Amélia, muito envolvente e com bastante drama. Não é dos melhores que já li sobre bullying, mas gostei.




Escolhas da ClauoEscolhi o esmalte Tâmara, da Risqué. Eu AMO esta cor e gosto muito da esmaltação dele. O livro é Destino Algarve, da querida Silvia Angerami. Silvia e o maridão decidem morar em Portugal, ambos sessentões. O livro é ótimo! Recomendo muito a leitura.


Nesta edição temos a participação super especial, da querida leitora Dana.


Escolhas da Dana: Como está fazendo um friozinho e sempre dou preferência à cores escuras quando o tempo está assim, escolhi um que tinha comprado recentemente e queria muito logo usar, o Glam da Anita. O livro que me acompanha é o “Minha Vida Fora de Série 4” da Paula Pimenta, gosto muito de livros juvenis, embora me irrite alguns comportamentos das personagens, não consigo deixar de ler.


E aí? Gostaram das nossas escolhas? Já conheciam algum dos livros?


Para quem quiser participar, bastar enviar um e-mail com a foto do livro e esmalte para: pacoteliterario@gmail.com.

Nada melhor que juntar nossas paixões e mostrar aos amigos e leitores!

Ficaremos felizes com a sua participação!!

Até a próxima!








20 de outubro de 2017

[Entrevista] Amanda Bonatti

Olá, leitores queridos!

No post de hoje, o Blog Pacote Literário traz uma entrevista especial com a autora parceira do blog Amanda Bonatti!


Vamos conhecer um pouquinho mais sobre ela?!


1 - Quem é Amanda Bonatti?
R: Escritora, mãe de primeira viagem. Uma leitora assídua. Revisora de textos, com formação em Pedagogia, Letras e Revisão de textos. Fora a parte profissional, sou alguém muito ligada à espiritualidade, gosto de estar com minha família e curto muito ter meus momentos de paz, a sós.

2 - Quando e como começou a escrever?
R: Comecei a escrever por volta dos doze anos, poeminhas. Aos quinze gostava de criar letras de música. Dos dezoito aos vinte e quatro escrevi muitos poemas, mais de mil. Tive uma página no site recanto das letras. Desde essa época comecei a sonhar em publicar um livro de poesia. Em 2009 comecei a escrever meu primeiro romance: Lágrimas de Outono. Lancei em 2013 o livro Ah!mar Itajaí. Foi daí em diante que passei a escrever também contos. Em 2015 lancei S.O.S Mamãe de primeira viagem e só em 2016 conclui e publiquei Lágrimas de Outono.

3 - Tem algum autor que considere uma referência para o seu trabalho como escritora?
R: José de Alencar por ser o primeiro romancista por quem me apaixonei. Acho que li todos os seus livros. Fiquei fã. Pablo Neruda que fez os poemas mais lindos que já li. E que muitas pessoas diziam que eu devia conhecer pois minha poesia se assemelhava as dele. Jane Austen e Charlote Brontte são as duas mulheres estrangeiras que mais curto atualmente. Seus escritos são de uma época que considero fascinante.


4 - Fale um pouco sobre "Lágrimas de outono". 
R: Este livro foi um trabalho demorado, de muita pesquisa, pausas, recomeços. Por se tratar de uma história inspirada em uma história verdadeira, ela também me emocionou demais, ainda mais por se tratar de uma pessoa próxima a mim. Foi um aprendizado escrever Lágrimas de Outono, posso dizer até que foi quando realmente me tornei escritora, pois senti que amadureci minha escrita e consegui entender aquilo que eu realmente quero fazer e onde quero chegar. Lágrimas de Outono tem uma mensagem que espero que os leitores consigam absorver, ele não é um livro que te mostra as verdades ou que lhe impõe uma fé ou faz afirmações. Lágrimas de Outono pretende ser sutil, subjetivo. Fala de amor e fé.





5 - Fale um pouco sobre "S.O.S Mamãe de Primeira Viagem".

R: Este livro é um Chick-lit voltado ao público feminino. Quando engravidei, estava escrevendo Lágrimas de Outono, e por ser uma história muito delicada do ponto de vista emocional, eu não conseguia mais desenvolver a história. Era um momento muito diferente aquele que estava passando, então quis registar isso e foi assim que nasceu a ideia. Comecei a compartilhar os capítulos na internet e vi que muitas gestantes estavam curtindo muito. É um livro que fala com muita leveza e bom humor, mas sem fantasia, a gestação como ela realmente é. As grávidas de identificam de imediato, mas também é um livro que pode ser lido por quem acabou de se tornar mãe ou até mesmo para quem deseja ser um dia.


6 - Tem algum personagem favorito em algum de seus livros ou um com quem mais se identifique? 
R: Atualmente tenho a personagem Joana, de O bosque de faias, do livro que estou escrevendo atualmente. Ela é uma moça irreverente, determinada e que que sente dona do seu destino, quer fazer as suas escolhas guiadas pelo coração e não por imposições. Joana é à frente da sua época. Adoro ela.

7 - Quanto às características dos personagens, você se inspirou em alguém que conhece?
R: Em lágrimas de Outono, inspirada completamente na história de minha avó materna.


8 - Qual o seu próximo projeto?
R: Ao concluir O bosque de faias tenho mais dois projetos em mente. Um deles será mais um livro espírita, diferente de Lágrimas de Outono mas que também terá os preceitos espíritas. Falarei sobre reencarnação e trarei psicografias na próxima obra (as psicografias são de um médium). Tenho também um projeto de um livro infantil, que está em desenvolvimento, em fase de ilustração.

9 - Deixe um recadinho aos nossos leitores.
R: Quero agradecer pelo carinho de todos que me acompanham e torcem pelo meu trabalho. Obrigada aos meus parceiros literários e todos os blogs que sempre estão ao meu lado me incentivando. Gratidão!



Amanda, o Blog Pacote Literário agradece pela entrevista! Reiteramos nossa admiração pelo seu trabalho e lhe desejamos muito sucesso !!!



18 de outubro de 2017

Um pouquinho de Mario de Andrade



Poemas da Amiga


A tarde se deitava nos meus olhos
E a fuga da hora me entregava abril, 
Um sabor familiar de até-logo criava 
Um ar, e, não sei porque, te percebi.

Voltei-me em flor. Mas era apenas tua lembrança.
Estavas longe doce amiga e só vi no perfil da cidade
O arcanjo forte do arranha-céu cor de rosa,
Mexendo asas azuis dentro da tarde.

Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus amigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora, 
No Paissandu deixem meu sexo, 
Na Lopes Chaves a cabeça 
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem 
O meu coração paulistano: 
Um coração vivo e um defunto 
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido 
Direito, o esquerdo nos Telégrafos, 
Quero saber da vida alheia 
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir, 
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí, 
Que desvivam como viveram, 
As tripas atirem pro Diabo, 
Que o espírito será de Deus.
Adeus.



Mário Raul de Moraes Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945) foi um poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta brasileiro.

15 de outubro de 2017

[Filme] Estrelas além do tempo


Gênero: Drama/Não ficção
Ano: 2017
Elenco:  Taraji P. Henson, Octavia Spencer, Janelle Monae, Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons 

Gente, que filme é esse???

Sim, leitores queridos! Hoje começo de forma um pouco diferente o post de indicação, pois o filme merece todas as minhas homenagens, pois é maravilhoso, perfeito e muito real!

Dirigido por Theodore Melfi, o filme, que se passa na década de 60, nos conta a história real de 3 matemáticas que conseguem um emprego na Nasa. Não apenas por serem mulheres, mas também por serem negras, vocês já podem imaginar o quanto sofrem para que o seu trabalho seja reconhecido.


Confesso que me interessei pelo filme primeiramente, pelas indicações ao Oscar e, principalmente, por ter Octavia Spencer no elenco. Ela desempenha inicialmente o papel de Dorothy Vaughn, uma das calculadoras da Nasa (sim, existia essa profissão, já que ainda não havia a facilidade de acesso a máquinas para esse trabalho).

Mas, no decorrer da trama, quem se destaca ainda mais é Katherine Johnson, encenada por Taraji P. Henson. Desde muito nova, ela é considerada um primor na matemática e, tendo uma oportunidade no setor correto, ajudará a desvendar os cálculos que levarão o primeiro foguete tripulado à órbita no planeta.

Não posso deixar de citar a também super importante personagem Mary Jackson, interpretada por Janelle Monae que, após uma oportunidade no setor de engenharia, vence todos os preconceitos da época e, na justiça, consegue o direito de estudar e se tornar a primeira engenheira negra da única faculdade de que a Nasa aceitava tais profissionais.

Com esse trio de peso, a história se desenvolve entre tentativas e erros. Vencer a corrida espacial contra a Rússia era o principal objetivo do presidente norte-americano e essas três mulheres negras importantíssimas na história tiveram papel decisivo para a vitória do país.

Elas enfrentam todo tipo de preconceito, desde a utilização de banheiros exclusivos para negras, críticas dos vizinhos e de pessoas próximas sobre o excesso de trabalho e estudo, o descrédito de que o trabalho tenha sido realizado por elas e o boicote de colegas menos talentosos, entre outras ocasiões lamentáveis que, infelizmente, ocorrem até a atualidade.

Tal repressão contra as mulheres e o racismo eram considerados muito comuns. Mas quando relatados ao chefe da expedição, Al Harrinson, vivido por Kevin Costner, sob a ótica de como tudo isso atrapalha o desenvolvimento do trabalho dentro da Nasa, ele passa a resolver os problemas e empecilhos de tudo isso pessoalmente, o que gera, inclusive, uma cena impensável de se ver.

Confesso que é delicioso saber que se trata de uma história real e que essas guerreiras de fato existiram. É de conhecimento geral que a segregação racial nos Estados Unidos faz suas vítimas até a atualidade e saber que tem muita gente "remando contra essa maré" do preconceito me traz grande alívio.

Dorothy Vaughn, Katherine Johnson e Mary Jackson

No Brasil não é diferente, ainda temos muito a conquistar e esse filme com certeza é uma grande inspiração para homens e mulheres, negros e brancos, em fim, para todas as pessoas que têm sonhos e ainda resta alguma dúvida sobre lutar para realizá-los.

O melhor de tudo é que, apesar de ser um tema muito difícil de se falar sem causar choque e dor, a abordagem do filme é extremamente leve e, em alguns momentos, até bem humorada!


O filme recebeu 3 indicações ao Oscar 2017, sendo uma de Octavia Spencer como melhor atriz coadjuvante e uma de Allison Schroeder e Theodore Melfi como melhor roteiro adaptado, além de melhor filme.

Infelizmente, o filme não levou nenhuma estatueta, mas, tendo assistido ao filme vencedor e a outros indicados, posso garantir que se cometeu grande injustiça, em minha opinião.

O filme é tocante, sensível, de um bom gosto incrível e, certamente, entrou para a minha lista de favoritos da vida! Recomendo a quem curta este estilo de história e a todas as pessoas que queiram ser inspiradas por essa trama sem ressalvas!

E você, teve já assistiu ao filme ou ele se encontra em sua lista? Conte-nos abaixo, nos comentários!





13 de outubro de 2017

[Promoções] Sorteio Literário Infantil

Olá, pessoal!

Esse é o mês das crianças e faremos um Sorteio Literário Infantil, uma parceria entre os blogs MãeLiteratura, Mundinho da Hanna e Pacote Literário.

O sorteio vai acontecer no dia 31/10, às 18h. Serão três kits de livros infantis + marcadores que serão dados a três felizardos.

Os prêmios serão sorteados da seguinte forma: o primeiro ganhador receberá o kit 1, o segundo o kit 2 e o terceiro o kit 3.

Então, torçam para ganharem o livro desejado!

E os kits oferecidos são:

Kit 1 – Livro ‘Winnie, A ursinha pooh’ + marcadores (oferecido pelo blog MãeLiteratura)



Kit 2 – Livro ‘Do outro lado do muro’ + marcadores (oferecido pelo blog Mundinho da Hanna)



Kit 3 – Livro ‘A turma do Santos’ + marcadores (oferecido por nós, do blog Pacote Literário)



E ganhar um desses kits é muito simples, basta ficar atento e seguir as regras abaixo:

- Seguir publicamente os blogs Mãe Literatura, Mundinho da Hanna e Pacote Literário;
- Ter endereço fixo no Brasil;
- Preencher o formulário AQUI;

O resultado do sorteio será divulgado aqui mesmo no blog e os ganhadores receberão um e-mail avisando. Eles deverão enviar os endereços em até 48h, caso contrário, perderão o prêmio e ele será passado à pessoa seguinte. Então fiquem ligados! 

O prêmio será enviado pelos Correios, através de envelope registrado (registro módico) em até 15 dias, e cada ganhador receberá o código de rastreio, para poder conferir o caminho até chegar em suas mãos. 

Não fique fora dessa, incentive uma criança a ler! =) 






11 de outubro de 2017

[Resenha] O verso sou eu

O VERSO SOU EU
Autor: Ronaldo Henrique Barbosa Junior
Editora: FuturArte Poesia
Ano: 2016
Páginas: 202

Livro cedido em parceria com a Oasys Cultural


Sinopse: Reunindo 60 textos do jovem carioca Ronaldo Junior, O verso sou eu surgiu com o intuito de externar cada texto que de seu autor, é um fragmento da alma. Retratando suas visões poéticas e estilísticas com o passar dos anos, a antologia de sentimentos é um conjunto de poemas que marcam aquele que os lê, sendo o leitor convidado a não apenas ler as palavras, mas suas entrelinhas repletas de emoções deixando surpreender-se a cada reflexão, libertando a alma com a naturalidade do voar de um pássaro, num leve enlevo sentimental.Assim, a arte se revela em nuances de vocábulos que ostentam, em sua essência, um olhar para a vida tomado de fascinação.



Nesse livro super gostoso de ler, Ronaldo passa sentimento, entre textos e poesias das mais variadas formas.

A escrita, a tristeza, o coração do poeta, a beleza, o trabalho, as saudades, o retorno para a terra querida, e, é claro, o amor, em todas as suas maneiras de se manifestar!


"Ele era o típico poeta.Mas tristeza quase nunca sentia,Pois a solidão ele havia escolhido
Para ser acompanhado pela poesia."


Com palavras simples e outras mais rebuscadas, o autor utiliza sempre a linguagem poética. 



E, em meio a tantos temas, ele ainda dedica um pequeno espaço para homenagear outros poetas, o que eu simplesmente adorei!!!


"Fazer arte é gerar vida. Escrever, portanto, é pintar emoções em cada palavra, fragmentar a alma e distribuir minuciosamente cada sensação em tinta, grafando sensações num papel, de modo que as palavras sejam a mais realista imagem do artista, que comumente denominam poeta."


O que achei mais lindo no livro foi que, em alguns poemas, a escrita é na forma do tema sobre o qual ele escreve. 



A parte gráfica está super interessante, sobretudo nos poemas que têm forma, como demonstrei acima. As páginas são brancas, mas a fonte é confortável à leitura.


"Afinal, jornalista é artista da rotina,É redator da vida munido da capacidadeDe apreender dela a beleza que encarnaEm cada fremente acontecimento da cidade."


A capa é bem bonita e remete aos "vôos" que a imaginação certamente vai alçar durante a leitura.

"A baía,que até então'até logo' me diziaao passear fora do Rio,hoje me abraçaa cada chegadaque logo anunciauma longa partida."

Adorei muitas das poesias, mas "Melodia da paz", "Poema Nascituro", "Ao poeta do trem" e "O pássaro azul" foram os que mais me tocaram, os reli diversas vezes e fiquei realmente encantada!




Adorei o livro e as reflexões que ele me provocou e recomendo a quem curte obras com linguagem poética.

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