27 de novembro de 2017

[Resenha] As Perguntas


AS PERGUNTAS
Autor: Antônio Xerxenesky
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2017
Páginas: 184

Livro cedido em parceria com a editora


Sinopse: Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos. Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença.
Em 'As perguntas', Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.





Xerxenesky traz, nessa breve história, a tensão inerente à busca da verdade para si próprio. 

Alina, personagem principal do romance, se depara com a possibilidade de procurar respostas para temas que a assolam desde a infância; um vulcão adormecido que não pode mais permanecer inerte, subvertendo o marasmo e a passividade de uma rotina cumprida mecanicamente, incapaz de lhe proporcionar satisfação ou paixão pela vida.



A garota estava no escritório em que trabalhava realizando mais uma edição de imagens e vídeos, atividade pela qual não nutria admiração nem tinha a menor relação com o que ela havia estudado e também era doutoranda, até que o telefone toca e a mulher do outro lado se identifica como delegada de polícia. A princípio, um pouco assustada e confusa com a situação, Alina leva algum tempo para compreender o propósito do contato, mas a delegada a convida para comparecer ao distrito policial para que ela colaborasse com uma investigação.

A delegada, ao receber Alina, lhe explicou o porquê do convite. Há algum tempo têm ocorrido fatos curiosos envolvendo pessoas que parecem perder a razão em situações um tanto suspeitas. Essas pessoas foram encontradas caminhando desnorteadas e a proferindo um discurso desconexo, pelo menos para a polícia, que inicialmente as procuravam por seu desaparecimento. 

No entanto descreveram um símbolo geométrico que intrigou a todos durante a investigação. Por isso chamaram Alina, formada em história com especialização em religiões, no intuito de lhe perguntar se ela conhecia o tal símbolo, tendo em vista seus conhecimentos acerca do ocultismo.

A garota acaba não sendo capaz de contribuir para elucidar a origem do símbolo, frustrando a delegada que acreditava se tratar de alguma seita. Mas a figura desperta nela muito mais que uma simples curiosidade; desperta o desejo e a necessidade de encontrar respostas para as dúvidas que já vem carregando há tanto tempo. 

Defensora de um ceticismo ferrenho, a protagonista se vê obrigada a questionar a verdade sobre a existência do sobrenatural, do espírito e de tudo que possa existir e não estar visível aos olhos viciados e conformados a apenas o que é habitual.

Essa busca a colocará sob riscos físicos e psicológicos, pois Alina se aventura de maneira solitária por bairros de São Paulo que não conhece. Acentua-se a aura tenebrosa pelo frenético cenário da madrugada e as coincidências que cercam a moça em seu alucinante roteiro.



A mensagem do autor pareceu-me estar mais centrada em contestar aquilo que colocamos como certeza nos nossos discursos e opiniões, nos levando a refletir com mais calma e sermos mais maleáveis antes das conclusões. O tema não é fechado por Xerxenesky, ou seja, o debate deve continuar ocorrendo, possibilitando visões diversas sobre o mesmo tema.


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10 comentários:

  1. Oi Junior, tudo bem? Nao conhecia o livro, mas histórias que nos fazem refletir são sempre interessantes. Achei a premissa interessante.

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  2. Ainda não conhecia, gostei muito da sua resenha :D

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br/

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  3. Oi Junior
    Achei interessante e fiquei bem curiosa para ler também
    Bjs

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  4. Oii Júnior tudo bem?
    Que demais essa sua resenha menina, esse é um dos assuntos que mais curto, principalmente desse gênero, por mais que sua avaliação não tenha sido muito alta, eu adoraria ler e desvendar os mistérios, gostei de ver que ocultismo.
    Beijinhos

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  5. Olá!
    Eu conheci esse livro recentemente e a premissa me interessa bastante. Infelizmente, é a segunda avaliação ruim que vejo, mas isso não vai influenciar na minha vontade de conhecer a obra.

    Abraço!

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  6. Olá!
    Não conhecia a obra, mas a premissa me chamou bastante a atenção.
    Fiquei curiosa para conhecer Alina e saber como a história termina. Acho que todos os questionamentos dela deve ser algo bastante interessante de se ler.
    Beijos.

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  7. Oie!
    Confesso que não gosto quando o final fica em aberto, deixando para discussões futuras. Mas tem livros que ficam ainda mais interessante, quando o final é dessa forma.
    Bjks!
    Histórias sem Fim

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  8. Ola Junior confesso que esses temas abertos não me agrada muito, não conhecia o livro e não fiquei muito curiosa para ler nesse momento, pode ser que a correria em terminar minha meta não abra espaços para novas leituras. Dica anotada. abraços

    Joyce
    Livros Encantos

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  9. Oi!
    Acho muito legal quando a obra faz o personagem - e consequentemente o leitor - questionar aquilo que ele acredita firmemente e é irredutível em pensar o oposto.
    Com certeza deve ser uma leitura incrível, ainda mais por deixar o leitor pensando no tema depois de termina-la

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  10. Oi tudo bem? Por maiss que o livro pareça interessante (e dever ser mesmo, principalmente por fazer o leitor se questionar e pensar a respeito do que leu), não creio que seja o tipo de livro que eu leria neste momento, quem sabe em outra hora ou se a oportunidade surgir.

    bjos
    Pah
    Lendo e Escrevendo

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